Uma leitura sobre os aspectos de Plutão no trânsito atual
Plutão, em suas conexões silenciosas com Sol, Saturno, Netuno e Urano, revela que mesmo os mais poderosos estão imersos em fluxos que não podem controlar. A dureza dos ortodoxos, dos dogmáticos e fundamentalistas começa a ceder diante da consciência maior que se manifesta no céu.
Sinto aqui um toque de esperança: conflitos que são plausíveis intermináveis encontram sinais de rendição, de abertura, de rendição à necessidade de união. Políticas isoladas e estruturas fechadas são expostas à luz do Sol em Áries, que, junto a Saturno e Netuno, carregam as consciências coletivas com ideais nobres — o desejo profundo de mudanças estruturais que rompem padrões antigos e desrespeitosos.
Urano, no final de Touro, aguarda o momento exato para desencadear revoluções silenciosas. O sextil com o Sol pressionou os protagonistas da história, trazendo revelações inesperadas, revelando caminhos para que a transformação que Plutão organiza aconteça com o mínimo de danos, respeitando a própria economia da vida.
Júpiter em Caranguejo, tensionando o Sol e unido à Lua, mostra as intrigas, ciúmes e traições que surgem quando o poder é conduzido por feridas antigas. Mas em trígono com Marte e Mercúrio em Peixes, surge a voz da emoção: o clamor por justiça, paz e compaixão ecológica, e lembra que a Terra, próspera e abundante, não comporta mais sistemas fundamentados em tirania e desrespeito à vida em sua diversidade.
O céu nos fala: os padrões repetidos ao longo dos milênios estão sendo confrontados. As estruturas que resistem à mudança estão diante de um momento decisivo. E, ainda que o caos se faça presente, a esperança se manifesta — pois a transformação não é apenas possível, é decisiva, e será guiada pela sabedoria da natureza e pelo despertar da consciência coletiva.

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